Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação destina R$ 38 milhões para pesquisas sobre obesidade e envelhecimento
Secretário Antonio Claudio Lucas da Nóbrega durante o lançamento dos editais da Faperj para pesquisas sobre obesidade e envelhecimento. – Foto: Reprodução
Quatro editais da Faperj contemplam estudos voltados à prevenção, diagnóstico e tecnologias aplicadas à saúde
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, destinou R$ 38 milhões para pesquisas científicas nas áreas de obesidade e envelhecimento saudável. Os recursos serão distribuídos por meio de quatro editais da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), lançados nesta quinta-feira (24), no Palácio Guanabara.
Serão R$ 19 milhões para cada tema. Os recursos vão financiar estudos, métodos, tecnologias e outras soluções voltadas à aplicação dos resultados da pesquisa científica na área da saúde.
Pesquisas sobre obesidade
Dois dos editais são direcionados a pesquisas sobre obesidade, com estudos voltados à prevenção, atenção primária e diagnóstico precoce. Entre os temas estão a saúde de crianças e adolescentes, desenvolvimento de novos medicamentos, utilização de inteligência artificial em exames, casos severos da doença e identificação de biomarcadores.
As chamadas também contemplam pesquisas sobre fatores psicoemocionais e ambientais relacionados à obesidade. Os estudos poderão abordar ainda estratégias de prevenção de doenças crônicas associadas ao excesso de peso, como hipertensão e diabetes.
Envelhecimento saudável
Os outros dois editais concentram os recursos em pesquisas sobre envelhecimento saudável, com foco na manutenção da autonomia funcional e na prevenção de incapacidades.
Entre os temas previstos estão assistência domiciliar, apoio a cuidadores, organização dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), tecnologias assistivas e inclusão digital para pessoas idosas.
Podem participar pesquisadores vinculados aos programas Cientista do Nosso Estado (CNE) e Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE), da Faperj, além de bolsistas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Ciência aplicada à saúde
Segundo o Governo do Estado, os editais têm como objetivo aproximar a produção científica dos problemas enfrentados pela população e estimular pesquisas com potencial de aplicação no atendimento em saúde e no cotidiano.
Além de pesquisadores da área da saúde, as chamadas abrangem profissionais de tecnologia, engenharia, ciência de dados e inteligência artificial que desenvolvam projetos relacionados à saúde.
“A ideia é que a ciência produzida no Rio de Janeiro saia dos laboratórios e chegue às unidades de saúde e à casa das pessoas. Obesidade e envelhecimento são desafios que afetam milhares de famílias fluminenses e pressionam a rede pública e privada”, afirmou o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Antonio Claudio Lucas da Nóbrega.
As propostas podem ser enviadas pela internet até 12 de outubro, de acordo com as regras previstas em cada edital.
Durante a cerimônia, também foi assinada uma carta-compromisso com diretrizes para a política estadual de ciência, tecnologia e inovação. O documento prevê a integração entre comunidade científica, setor produtivo, poder público e sociedade civil.
FONTE: URURAU