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Em menos de 4 anos, Fapepi bate recorde na oferta de bolsas e amplia fomento à inovação no Piauí

Em evento realizado nesta quarta-feira (21) no Palácio de Karnak, o governo do Piauí apresentou os indicadores da educação pública estadual referentes ao ano de 2025, consolidando o que a gestão classifica como o maior aporte em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) da história do estado. O balanço foi liderado pela Fapepi (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí), que exibiu um crescimento importante tanto no fomento acadêmico quanto no apoio ao setor produtivo.

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Os números da Fapepi revelam uma mudança de patamar no financiamento à pesquisa entre 2022 e 2025. O volume de bolsas de mestrado e doutorado custeadas exclusivamente pelo Tesouro Estadual saltou de 173 para 485 no período. Em termos financeiros, o investimento direto do estado em pós-graduação passou de R$ 3,8 milhões para R$ 10,9 milhões anuais.

Além do investimento direto, o esforço de cooperação federal também registrou avanço. As bolsas de pós-graduação ofertadas em parceria com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) subiram de 68, em 2022, para 105 bolsas em 2025. O aporte financeiro conjunto nessas modalidades de parceria saltou de R$ 3,4 milhões para R$ 6,4 milhões anuais.

​”O governador recomendou o investimento nos cursos de pós-graduação porque é onde temos a maior inteligência instalada no estado. O reflexo disso virá na melhoria das notas dos cursos e na interação com o setor produtivo”, afirmou João Xavier, presidente da Fapepi.

Inovação e Parcerias

​O relatório aponta que a estratégia de fomento não se limitou à academia. O apoio a empresas e startups, realizado em parceria com instituições como Finep, Sebrae e CNPq, registrou o crescimento mais acentuado. O número de empresas assistidas por programas como Tecnova, Centelha e Inova Cerrado subiu de 33, em 2022, para 150 em 2025. O montante investido nessa frente saltou de R$ 3,6 milhões para R$ 16,9 milhões.

​No acumulado entre 2023 e 2025, o investimento conjunto em programas estratégicos de inovação somou R$ 21,7 milhões, beneficiando 214 empresas.

Áreas Estratégicas e o Desafio da IA

​Os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs), focados em áreas como Bioeconomia, GovTech e Saúde, também apresentaram expansão. De apenas 4 acordos vigentes em 2022, o estado passou para 22 em 2025, totalizando R$ 17 milhões investidos em pesquisas aplicadas que mobilizam 224 professores de instituições como UFPI, Uespi, Embrapa e UFDPAr.

​Para o governador Rafael Fonteles, o fortalecimento do ensino superior é a salvaguarda contra a obsolescência tecnológica. Durante a apresentação, Fonteles defendeu que as universidades acelerem a abertura para o mercado de trabalho.

​”As universidades precisam se abrir, sob pena de se tornarem, com o passar do tempo, irrelevantes pelo uso da inteligência artificial”, alertou o governador, citando o programa “Mais Formação, Mais Renda” como parte da estratégia de conectar o conhecimento acadêmico à empregabilidade.

Os resultados apresentados pela Fapepi indicam que o Piauí tenta consolidar um novo modelo de desenvolvimento, onde a ciência deixa de ser um esforço restrito às universidades para se tornar o motor da economia local. Ao triplicar o investimento em bolsas e expandir o apoio a startups, o estado busca frear a “fuga de cérebros” e converter pesquisas em soluções práticas para setores como agronegócio e saúde. Na prática, o recorde de recursos sinaliza uma aposta na qualificação da mão de obra para atrair empresas de tecnologia e modernizar a gestão pública.

Para o Piauí, o sucesso dessa estratégia significa deixar de ser apenas um exportador de matérias-primas para se tornar um polo de inovação, garantindo que o estado não perca relevância em um mercado global cada vez mais dominado pela automação.

Fonte: FAPEPI

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