Brasil TecPar contrata IBM para avançar no uso da Inteligência Artificial
A Brasil TecPar, quinta maior provedora de banda larga fixa do país, contratou o uso do CORTEX, centro de operações cognitivo desenvolvido com a IBM e encontrou na observabilidade de rede a solução para um problema concreto: gerenciar a complexidade operacional gerada por 57 aquisições. A implementação do CORTEX, segundo a companhia, resultou em redução superior a 70% no ruído de alertas e queda de 84% no tempo de resposta a incidentes de rompimento de fibra óptica. Os valores aportados não foram revelados.
Os números refletem o desafio enfrentado pela operadora: integrar múltiplos sistemas legados, protocolos distintos e marcas regionais como Amigo, Ávato, Blink, ALT, Sempre e AllRede. Com mais de 1,3 milhão de assinantes em nove estados e no Distrito Federal, a Brasil TecPar precisava escalar sua capacidade de monitoramento sem sobrecarregar as equipes com alertas redundantes e análises manuais.
“Nosso modelo de consolidação criou um ambiente operacional altamente complexo. O volume de alertas crescia exponencialmente, mas a maior parte era ruído que consumia tempo precioso das equipes. Precisávamos de inteligência para separar o crítico do trivial e antecipar falhas antes que impactassem clientes”, explica Wendel de Melo, COO da Brasil TecPar.
Baseada no IBM Maximo® Application Suite e no IBM Cloud Pak® for AIOps, a plataforma CORTEX expandiu a capacidade de monitoramento da Brasil TecPar em até 15 vezes: de 20 mil para 250 mil alertas processados diariamente. Hoje, o sistema monitora mais de 3.300 sites de rede, gerencia 212 mil quilômetros de fibra óptica e processa até 300 mil alertas diários.
A transformação mais significativa está na qualidade da operação. A redução de 70% no ruído de alertas liberou as equipes de tarefas repetitivas, permitindo foco em ocorrências críticas. A diminuição de 84% no tempo de resposta a rompimentos de fibra impactou diretamente o tempo médio de resolução e a satisfação dos clientes. A automação na criação de ordens de serviço, integrada aos ativos afetados, também reduziu deslocamentos desnecessários de equipes de campo e otimizou custos operacionais.
“A IBM foi essencial para transformar nossa visão de automação cognitiva em realidade. Saímos de um modelo predominantemente reativo para atuar de forma preditiva, com maior controle sobre ativos, incidentes e desempenho da rede. Os resultados foram percebidos ainda nas primeiras fases do projeto”, afirma Wendel de Melo.
O projeto avança para as próximas fases com apoio da Logicalis, parceira IBM Platinum com experiência em telecomunicações. A implantação seguiu a metodologia IBM Garage®, que utiliza práticas ágeis e frameworks de governança para acelerar o desenvolvimento e garantir adoção pelas equipes internas. Para a Brasil TecPar, esse modelo foi determinante para assegurar retorno mensurável sobre o investimento e engajamento das equipes desde o início.
Fonte: Convergência Digital