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Semae e Fiesc firmam Acordo de Cooperação Técnica para ampliar estudos sobre transição energética em SC

Acordo reúne governo, setor produtivo e inovação e fortalece iniciativas relacionadas à bioenergia, ao biogás e ao biometano

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A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae) e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) firmaram, nesta terça-feira (22), na sede da Federação em Florianópolis, um Acordo de Cooperação Técnica para ampliar a integração entre governo, setor produtivo e área de inovação e tecnologia em iniciativas relacionadas à transição energética em Santa Catarina.

A parceria permitirá à pasta de meio ambiente do Estado a contar com informações e conhecimentos produzidos pela Fiesc e pelo Sistema Indústria, incluindo o Senai, em diferentes frentes, contribuindo também para o desenvolvimento dos estudos que subsidiam a elaboração do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina (PTEJSC). Participaram da reunião o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, o secretário do Meio Ambiente e da Economia Verde, Guilherme Dallacosta, a diretora de Clima, Energia e Transição Energética da Semae, Mariane Murakami, e o gerente executivo de Inovação e Tecnologia do Senai, Mauricio Cappra Pauletti.

A participação da Fiesc visa ampliar o acesso a dados sobre a realidade econômica e social do Estado. Essas informações ganham relevância no contexto da Transição Energética Justa, que considera não apenas a mudança da matriz energética, mas também os impactos econômicos e sociais associados a esse processo. Por meio do Observatório Econômico e do Observatório Social, os dados poderão contribuir para o aprimoramento dos estudos realizados em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), permitindo aprofundar a análise sobre mercado de trabalho, atividade econômica, oportunidades e possíveis impactos da transição nos diferentes territórios catarinenses.

“O objetivo é promover o apoio técnico e o compartilhamento de dados econômicos, sociais e demográficos para subsidiar a pesquisa aplicada e os estudos técnicos necessários à elaboração do Plano Estadual de Transição Energética Justa. A cooperação também prevê o intercâmbio de dados e informações de interesse comum, além do acompanhamento, monitoramento e divulgação dos resultados”, destaca o secretário do Meio Ambiente e da Economia Verde, Guilherme Dallacosta.

A ampliação da base de informações é especialmente relevante para a construção de uma transição energética que considere as diferentes realidades econômicas e sociais de Santa Catarina. No processo de elaboração do PTEJ-SC, a Semae e a FGV vêm realizando entrevistas, sessões de escuta e encontros com representantes de setores potencialmente impactados pela transição, incluindo trabalhadores e representantes da cadeia carbonífera da região Sul. Os dados econômicos, sociais e demográficos reunidos a partir da cooperação com a Fiesc poderão complementar esse diagnóstico e contribuir para a construção de cenários e estratégias para o Estado.

Dados para identificar oportunidades

A cooperação também se relaciona a projetos desenvolvidos pelo Senai que podem gerar novos subsídios para o planejamento da transição energética no Estado. Um deles é o Atlas de Bioenergia de Santa Catarina, que será desenvolvido pelo Senai por meio de projeto contemplado em edital da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). A ferramenta deverá reunir informações sobre o potencial de diferentes fontes de bioenergia no Estado e poderá ser utilizada pela Semae nos estudos e ações relacionados à transição energética.

Outra frente envolve a construção de um painel de informações estratégicas sobre a cadeia do biogás e do biometano em Santa Catarina. A proposta é desenvolver um estudo técnico e econômico que permita mapear essa cadeia e identificar regiões com potencial para a implantação de projetos.

“Estamos ampliando a participação da Fiesc e do Senai em dois temas importantes para a transição energética: a bioenergia e a cadeia do biogás e do biometano. Esses estudos vão nos ajudar a conhecer melhor o potencial de Santa Catarina e a identificar oportunidades para o desenvolvimento de novos projetos”, explica a diretora de Clima, Energia e Transição Energética da Semae, Mariane Murakami.

Com a cooperação, a Semae amplia a articulação com instituições que concentram conhecimento, dados e capacidade técnica, fortalecendo a base de informações utilizada na elaboração do Plano de Transição Energética Justa. A proposta é reunir diferentes perspectivas sobre a realidade econômica e social catarinense para subsidiar estratégias que considerem os impactos, os desafios e novas oportunidades de diversificação econômica associadas à transição para uma economia de baixo carbono.

 

FONTE: UPIARA

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