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Pesquisa da USP investiga se formação acadêmica acompanha demandas do mercado de tecnologia

Profissionais de tecnologia e de recursos humanos, recrutadores e gestores de todo o país podem responder ao questionário até 1º de dezembro

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Você trabalha no mercado de tecnologia e se pergunta se a formação acadêmica oferecida pelas universidades está preparando os profissionais para as demandas do setor? Para investigar essa questão, um grupo de pesquisadores do Programa de Educação Tutorial em Computação (PET Computação), do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está realizando uma pesquisa com profissionais de tecnologia, gestores, recrutadores e profissionais de recursos humanos de todo o país.

Intitulada Análise da formação e do perfil dos profissionais de tecnologia no Brasil, a pesquisa busca reunir, até 1º de dezembro, respostas sobre quais competências e características são mais procuradas atualmente pelo mercado e verificar se elas estão alinhadas à formação oferecida pelos cursos de computação, ciência de dados, engenharia de computação, matemática e física computacional e sistemas de informação. Para contribuir, basta preencher um formulário on-line.

O estudo é desenvolvido pelos estudantes João Gabriel Pieroli da Silva, Beatriz Aredes Teixeira e Pedro Henrique Barbosa Oliveira, da graduação em Ciências da Computação, sob orientação dos professores Cibele Maria Russo e Eduardo do Valle Simões. “O ramo da tecnologia está em constante mudança, chegam novas ferramentas e a gente precisa ver se existe alguma lacuna entre o que a academia está formando enquanto profissionais de tecnologia e o que o mercado de trabalho está procurando”, explica João Gabriel.

Sobre a pesquisa – Além de buscar compreender as convergências e divergências entre a formação universitária e as demandas do setor, a pesquisa também contempla questões relacionadas à diversidade de gênero, raça e sexualidade. Nesse recorte, os pesquisadores pretendem investigar se a pouca representatividade observada no mercado de trabalho pode estar relacionada à menor diversidade nos cursos de formação da área. As respostas coletadas serão analisadas por meio de ferramentas de análise e modelagem de dados, técnicas estatísticas, aprendizado de máquina e Processamento de Linguagem Natural (PLN).

A expectativa dos pesquisadores é que os resultados possam contribuir tanto para as instituições de ensino quanto para o mercado de trabalho. “A principal contribuição é a possibilidade de estimular uma reflexão sobre os cursos de formação e, eventualmente, melhorar as suas ofertas”, explica a orientadora.

Os pesquisadores também ressaltam que os resultados devem ser compreendidos como um retrato de um setor em transformação. “Daqui cinco anos, às vezes essa análise já não é atual o suficiente”, observa Beatriz. Segundo ela, a própria metodologia poderá servir como referência para acompanhar as mudanças nas demandas do setor ao longo do tempo.

De onde veio a dúvida? – A ideia da pesquisa surgiu a partir de uma conversa entre os integrantes do PET Computação. Durante um dos encontros do grupo, os alunos levantaram questionamentos sobre as próprias inseguranças em relação à carreira e sobre a experiência de encontrar profissionais atuando na área de tecnologia mesmo sem uma formação específica.

 

O grupo busca fortalecer a conexão entre o mercado de trabalho e a academia (Créditos da imagem: Arquivo pessoal)

 

A discussão levou o grupo a refletir sobre uma possível distância entre o que é ensinado nas universidades e aquilo que é exigido no mercado de trabalho. Um dos exemplos debatidos foi o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA). Enquanto algumas instituições acadêmicas ainda discutem restrições ao uso dessas ferramentas, muitas empresas já a incorporaram à rotina profissional. Para os graduandos, esse contraste pode indicar uma mudança nas competências exigidas pelo mercado que ainda não foi completamente incorporada aos currículos acadêmicos.

 

 Texto: Letícia Reis, da Fontes Comunicação Científica
Contato para esta pauta (Imprensa)
Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
E-mail: comunica@icmc.usp.br
Telefone: 16 99727-2257 – WhatsApp exclusivo para atendimento à imprensa

 

Como participar da pesquisa?
Formulário: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd53uUXBGLCWMDoloppyQ1ekHUX7dzXpjR9V6k6aDmc6ckQcg/viewform
Participe até 1º de dezembro de 2026

 

 

FONTE: USP SÃO CARLOS

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