MENU

HOME

Consecti

Consecti Consecti

Ourofino destina até 8% da receita à inovação

Investimento contínuo em ciência mostra peso da pesquisa local no desenvolvimento de novas soluções para a produção animal

ourofino-investe-8-CEO
Kleber Gomes, CEO da Ourofino Saúde Animal: parte da cultura e da estratégia da empresa

 

Transformar uma necessidade observada no campo em uma nova tecnologia veterinária depende de um percurso muito anterior à chegada do produto ao mercado. Pesquisa, testes, infraestrutura especializada e profissionais qualificados fazem parte de uma cadeia de inovação que vem ganhando importância à medida que a produção animal exige soluções cada vez mais específicas.

Nesse ambiente, a Ourofino Saúde Animal mantém uma aposta significativa em pesquisa própria no Brasil. A companhia informa destinar anualmente entre 7% e 8% de sua receita líquida à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I), percentual que sustenta uma estrutura científica formada por aproximadamente 100 pesquisadores e uma rede de colaboração com instituições externas.

A qualificação da equipe ajuda a dimensionar essa estrutura. Dos profissionais dedicados à pesquisa, 61 possuem pós-graduação e 35 são mestres ou doutores. O trabalho também envolve Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), combinando capacidade interna e conhecimento produzido fora da empresa.

A pesquisa está ligada à infraestrutura industrial mantida em Cravinhos, no interior paulista. O complexo ocupa terreno de 180 mil m² e possui aproximadamente 23,5 mil m² de área construída, incluindo estrutura produtiva com nível de biossegurança 3+.

Outra etapa ocorre fora do ambiente industrial. Em Guatapará (SP), a empresa mantém uma fazenda experimental certificada pela AAALAC International, organização internacional voltada à avaliação e acreditação de programas relacionados ao cuidado e uso de animais em pesquisa.

Da demanda à pesquisa

Mais do que o tamanho da infraestrutura, a estratégia apresentada pela companhia procura aproximar desenvolvimento científico das necessidades identificadas no mercado. A proposta é conectar equipes internas, parceiros externos e diferentes áreas de conhecimento para transformar problemas observados na cadeia de saúde animal em frentes de pesquisa e desenvolvimento.

“A inovação não pode ser tratada como um projeto isolado ou como uma resposta pontual às mudanças do mercado. Ela precisa fazer parte da cultura e da estratégia da companhia”, afirma Kleber Gomes, CEO da Ourofino Saúde Animal. Segundo o executivo, a estratégia procura combinar conhecimento científico, capacidade de execução e escuta das demandas para antecipar necessidades.

A estrutura recebeu dois reconhecimentos recentes. Em 2025, a Ourofino conquistou o Prêmio Finep de Inovação na categoria Cadeias Agroindustriais Sustentáveis. Em 2026, ficou em segundo lugar na categoria Agronegócio do Prêmio Valor Inovação Brasil.

Para uma indústria veterinária de origem brasileira com 39 anos de atuação, entretanto, a relevância do investimento está principalmente em sua continuidade. Manter de 7% a 8% da receita direcionados todos os anos à inovação significa sustentar equipes, instalações e capacidade científica antes mesmo de saber quais projetos chegarão efetivamente ao mercado. É essa estrutura permanente que permite transformar demandas da produção animal em pesquisa realizada dentro do País.

FONTE: Agro Revenda

Mais notícias