MCom defende incluir retrofit de data centers no Redata
O Ministério das Comunicações (MCom) tem interesse em incluir a possibilidade de retrofit (modernização) de data centers existentes como uma das modalidades do Redata, o novo regime tributário para o segmento atualmente em discussão no Congresso.
A possibilidade foi mencionada pelo secretário de telecomunicações do MCom, Hermano Tercius, durante o evento Capacity Latam, realizado em São Paulo nesta terça-feira, 17.
“[Queremos] incluir o retrofit no rol do Redata. O projeto inicial não prevê isso, mas nós colocamos esse ponto para alguns deputados para que eles possam fazer emendas […] e permitir que não apenas data centers novos, mas também data centers já existentes recebam os benefícios tributários”, afirmou Tercius, na ocasião.
Ao TELETIME, o secretário explicou que a sugestão foi enviada como parte dos subsídios da pasta no debate com parlamentares sobre o Redata – que ainda tem tramitação incerta no Senado. O MCom também manifestou desejo que o regime tributação seja votado o quanto antes no Congresso.
Plano de data centers
O MCom, vale lembrar, está elaborando um plano próprio para o mercado de data centers que pretende ser complementar ao regime tributário discutido no Congresso. A ideia é que a iniciativa forme “um tripé para sustentação da economia digital do Brasil”, ao lado das estratégias para cabos submarinos e inclusão digital em gestão no MCom.
Segundo Tercius, um dos pontos importantes é a definição dos data centers como uma infraestrutura crítica. O secretário notou que conflitos como o em andamento no Oriente Médio têm envolvido ataques contra centros de dados, e que em alguns casos tais ativos devem precisar de proteção das Forças Armadas.
Padronização de redes
Por último, o representante do MCom também defendeu a definição de padrões de infraestrutura para as redes de telecomunicações que vão suportar a operação de data centers, como as redes de backhaul. Tercius observou que a instalação dos centros em certas localidades não têm avançado pela falta de cobertura de redes adequada.
Fonte: Teletime