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IA avança nas empresas e impulsiona novo modelo de trabalho integrado entre humanos e máquinas

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A rápida evolução da inteligência artificial está transformando a dinâmica do trabalho nas organizações, que passam a explorar modelos em que humanos e agentes de IA atuam de forma integrada para aumentar eficiência, segurança e capacidade de resposta a incidentes.

De acordo com a KnowBe4, plataforma especializada em gestão de riscos humanos e de IA, a combinação entre sistemas automatizados e o julgamento humano — apoiada por treinamento adequado — será determinante para liberar todo o potencial da chamada força de trabalho integrada.

Segundo a empresa, a IA já ultrapassou a fase de automação básica e passou a desempenhar tarefas de forma autônoma dentro de regras previamente estabelecidas. Essa evolução vem alterando processos operacionais em diversas áreas das empresas.

Uma das aplicações mais imediatas ocorre na área de segurança cibernética. Sistemas baseados em IA conseguem monitorar atividades suspeitas e executar tarefas rotineiras com maior velocidade e consistência, permitindo que equipes de segurança concentrem esforços em investigações mais complexas.

Indicadores internos apontam que a automação pode reduzir entre 30% e 50% o MTTR (Mean Time to Respond) — métrica que mede o tempo necessário para restaurar sistemas após um incidente. A redução no tempo de resposta diminui o tempo de indisponibilidade dos serviços e limita prejuízos operacionais, além de aumentar a confiança de clientes e parceiros.

Além de acelerar a detecção e resposta a incidentes, os agentes de IA também contribuem para fortalecer a governança de segurança. Os sistemas mantêm registros detalhados das ações executadas e produzem relatórios automáticos de incidentes, facilitando auditorias, análises posteriores e processos de conformidade regulatória.

Nesse contexto, especialistas apontam que o maior valor da inteligência artificial surge quando suas capacidades analíticas são combinadas com habilidades humanas como criatividade, intuição e compreensão contextual. Essa sinergia tem potencial para melhorar a tomada de decisões e estimular inovação em setores como saúde, atendimento ao cliente e pesquisa.

Para Rafael Peruch, Technical CISO Advisor para América Latina da KnowBe4, a tecnologia por si só não garante resultados.

“A tecnologia não é suficiente. O treinamento adequado garante que os colaboradores saibam como trabalhar com sistemas de IA de forma segura. Ao inserir a conscientização em segurança nos fluxos de trabalho diários, as organizações conseguem construir confiança em processos guiados por IA, reduzir a principal causa de incidentes e capacitar funcionários a atuar como supervisores informados dos agentes de IA”, afirma.

O avanço desse modelo também se reflete no crescimento de iniciativas de Human Risk Management (HRM), abordagem que integra a gestão de riscos humanos aos sistemas de segurança digital.

No Brasil, a adoção desse tipo de programa já aparece entre as mais elevadas do mundo. Segundo dados citados pela empresa, 32% das organizações brasileiras já possuem iniciativas estruturadas de HRM, enquanto 44% estão em processo de implementação, indicando um movimento consistente de maturidade na gestão integrada de riscos.

Outro indicador revela uma postura disciplinar mais rigorosa em relação a falhas humanas em segurança da informação: 50% dos líderes de cibersegurança no país afirmam aplicar medidas disciplinares após incidentes causados por erro humano, percentual acima da média global de 43%.

Para especialistas, o cenário reforça que, embora a tecnologia seja essencial, fatores como cultura organizacional, treinamento contínuo e governança estruturada serão determinantes para transformar a força de trabalho na primeira linha de defesa contra ameaças digitais — especialmente em um momento em que criminosos também utilizam inteligência artificial para criar ataques mais sofisticados.

Fonte: TI Inside

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