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Governo responde ao TCU sobre riscos de desigualdade na conectividade escolar

O Ministério das Comunicações (MCom) e o Ministério da Educação (MEC) defenderam a execução da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) diante de falhas de planejamento e gestão apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

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Em audiência pública realizada nesta quarta-feira, 27, na Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados, representantes do Executivo contestaram a tese da corte de contas de que a atual distribuição de recursos federais pode perpetuar a desigualdade regional na universalização da banda larga nas redes de ensino.

“O TCU fica em cada uma [das cinco fontes de financiamento] preocupado se vamos atender mais no Norte e no Nordeste. É uma preocupação válida“, observou o secretário de Telecomunicações e presidente do Conselho Gestor do Fust, Hermano Tercius.

Mas esse é o primeiro programa de conectividade de escolas que colocou como meta atender todas as escolas públicas do Brasil. Se nós vamos atender a todos, essa preocupação de percentual de Norte e Nordeste deixa de fazer sentido”, completou Tercius.

Representando o MEC, a coordenadora-geral de Educação Digital, Inovação e Conectividade da pasta, Ana Dal Fabbro, também defendeu a consolidação da política pública de educação conectada.

A Enec teve muito sucesso exatamente por essa composição de diferentes mecanismos que tiveram papéis diferentes dentro deste desenho. Com isso, conseguimos, de fato, expandir em várias frentes com a solução ideal para cada uma delas”, disse.

Dal Fabbro ainda argumentou que o Brasil avançou de forma positiva nos últimos anos a conexão nas escolas. “Estamos, pelo lado do Ministério da Educação, muito orgulhosos do quanto nós evoluímos”, comentou.

Contexto

O posicionamento do governo ocorre em resposta a uma auditoria do TCU, relatada pelo ministro Antonio Anastasia, que identificou a insuficiência de um plano de implementação estruturado para educação conectada, com metas, prazos e custos unificados.

O relatório do órgão de controle apontou centralização federal, baixa participação de estados e municípios e criticou o indicador “Escolas Conectadas”, sob a justificativa de que ele considera apenas a velocidade contratada da Internet, e não a que chega de fato às escolas.

Além disso, a auditoria alertou que os critérios de seleção atuais não são suficientes para garantir equidade e priorizar as comunidades mais vulneráveis.

Conectividade escolar

Tercius argumentou que a preocupação com os recortes geográficos decorre de um ceticismo sobre o cumprimento integral das metas de conectividade escolar.

De acordo com o balanço apresentado na comissão, o País saltou de 62 mil escolas conectadas em setembro de 2023 para as atuais 100 mil estruturas com Internet adequada para fins pedagógicos.

“Mais importante do que isso, é que das 138 mil escolas, nós já temos contratos para mais de 130 mil delas, que já estão com conectividade contratada e sendo conectadas agora”, disse.

Para as cerca de 8 mil unidades restantes, Tercius disse que o governo já está em “tratativas finais para que a contratação seja feita o mais breve possível“.

Sustentabilidade da conectividade nas escolas - Comunicação - 27/05/2026

TCU

Apesar da auditoria do TCU divulgada no final de abril, o órgão de controle reconheceu na quarta-feira, 27, que a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas trouxe avanços na coordenação das políticas federais voltadas à inclusão digital na educação básica no Brasil.

Auditor do Tribunal de Contas, Paulo Sisnando afirmou no Seminário Educação Conectadaque a Enec melhorou a integração entre programas, dados e instituições envolvidas na política pública. Essa integração, vale notar, é considerada essencial pela corte de contas.

Fonte: Teletime

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