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Ericsson aposta no Brasil como polo de pesquisa para redes autônomas

O Brasil tem se destacado como um dos principais centros da Ericsson para o desenvolvimento de redes autônomas, tecnologia que promete aperfeiçoar o tráfego de dados dispensando a necessidade de intervenção humana. Há pesquisas nessa área realizadas no País que, inclusive, já se tornaram patentes.

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Na semana passada, executivos da Ericsson Research, braço de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da fornecedora sueca, conversaram com TELETIME durante visita a centros de inovação mantidos pela empresa no interior de São Paulo.

A avaliação é de que o ecossistema de pesquisa local é bastante profícuo para contribuir com os avanços da companhia em direção a redes autônomas, inteligentes e orientadas por “intenção”.

“As redes vêm ganhando mais tecnologia e aplicações e, à medida que avançamos para além do 5G, em direção ao 6G, temos uma maior complexidade em termos de possibilidades e aplicações de uso”, afirmou Mateus Santos, líder da Ericsson Research Brasil. “Temos que nos preparar para essa carga e uma das chaves para isso são as redes autônomas”, acrescentou.

De acordo com Santos, a equipe brasileira de pesquisa trabalha com parceiros locais(como universidades) e colegas alocados em laboratórios da Ericsson em outros países. As invenções desenvolvidas por aqui são compartilhadas globalmente.

No caso das redes autônomas, ele explica que um dos diferenciais da tecnologia será a definição da intencionalidade da rede, de modo que a infraestrutura possa entender os objetivos definidos pela operadora. Em grandes eventos, por exemplo, é possível automatizar o tráfego de dados para suportar demandas de um número massivo de usuários.

Invenção brasileira

Embora as redes autônomas ainda estejam em fase de desenvolvimento, já há patentes, inclusive brasileiras, sendo registradas.

Uma das inovações foi desenvolvida pelo pesquisador brasileiro Pedro Henrique Gomes. A tecnologia – formalmente chamada de “método para criar perfis públicos e privados para gerenciamento de redes baseado em intenções” – cria uma forma segura e padronizada para que as redes do futuro gerenciam a si mesmas.

Segundo a fornecedora, a solução permite que operadoras definam diretrizes (as chamadas “intenções”), como, por exemplo, “garantir streaming de vídeo em alta qualidade para todos os usuários em um estádio“. Em seguida, a própria rede tem a tarefa de decidir a melhor maneira de cumprir a tarefa, orquestrando todos os recursos disponíveis, sem a necessidade de intervenção humana a cada passo.

“A essência da invenção é permitir que a rede entenda o objetivo final, o ‘o quê’, sem que um operador precise ditar cada detalhe técnico de ‘como’ fazê-lo”, sintetiza Gomes, responsável por 22 patentes na área de automação de redes.

Automação gradual

Na conversa com TELETIME, a gerente sênior de Pesquisa para IA da Ericsson, Aneta Vulgarakis, destacou que a implantação de redes autônomas deve começar ainda durante o ciclo do 5G, mas a expectativa é de que a tecnologia acelere, sobretudo em casos de uso, na era do 6G, quando o uso de Inteligência Artificial (IA) se tornar ainda mais exigente.

“Você pode ter IA nas redes, IA para redes ou redes para IA. As redes atuais podem viabilizar novos casos de uso de IA? O que a rede precisa atualizar ou mudar para fornecer novas funções? Estamos trabalhando nisso – e isso também é uma parte das redes autônomas”, disse Aneta.

Do ponto de visto do consumidor, o gerente sênior de Pesquisa para Redes da Ericsson, Björn Johannisson, indicou que as redes do futuro serão mais eficientes e terão capacidade para suportar o uso de diversas soluções. Não deve ocorrer uma transformação abrupta, uma vez que a expectativa é de que o nível de automação da infraestrutura de telecom cresça gradualmente.

“Algumas coisas estão mais maduras, enquanto outras vão levar mais tempo para chegar a produtos comercializáveis”, pontuou.

Fonte: Teletime

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