MENU

HOME

Consecti

Consecti Consecti

Criada por estudantes e médico, plataforma de estudos para medicina representará o Piauí no maior evento de tecnologia da Europa

O Web Summit Lisboa 2026 vai acontecer de 9 a 12 de novembro, na capital portuguesa.

medfyenone.PNG.950x0_q95_crop

Uma startup piauiense de tecnologia voltada à educação médica vai representar o Estado em um dos maiores eventos de inovação do mundo. A Medfyе, que utiliza inteligência artificial para ajudar estudantes de medicina a estudar melhor, foi selecionada para integrar a delegação do Piauí no Web Summit Lisboa 2026, que acontece de 9 a 12 de novembro, na capital portuguesa.

Realizado todos os anos em Lisboa, o Web Summit reúne fundadores de startups, executivos de empresas de tecnologia, investidores e outros tomadores de decisão de diversos países para discutir os rumos da inovação. Na edição de 2025, o evento recebeu mais de 71 mil pessoas de 157 países, com cerca de 2,7 mil startups e 1,8 mil investidores participando das atividades. O Brasil teve uma das duas maiores delegações do encontro, com 380 empresas presentes.

A participação do Piauí no evento é organizada pelo Sebrae Piauí, pela Investe Piauí — agência de atração de investimentos do Estado — e pelo Piauí Instituto de Tecnologia (PIT), por meio de chamadas públicas voltadas a startups locais.

O processo de seleção teve duas etapas: uma análise das informações e dos documentos enviados pelas empresas, considerando critérios como maturidade do negócio, grau de inovação e potencial de internacionalização, seguida de um pitch de quatro minutos apresentado a uma comissão avaliadora em Teresina. As startups selecionadas terão espaço no estande do Piauí durante o evento em Lisboa.

A Medfye nasceu em 2025, a partir da percepção de dois estudantes de medicina e de um médico de que o volume de informações exigido ao longo do curso não para de crescer e de que a chegada da inteligência artificial, em vez de aliviar essa rotina de estudos, parecia estar sobrecarregando ainda mais os alunos.

A resposta da equipe foi desenvolver ferramentas que ajudam o estudante a decidir o que estudar e como estudar em cada fase da formação médica. A empresa mantém dois produtos com esse propósito.

O Medfye IA é voltado aos primeiros anos da graduação, quando o aluno se prepara para as provas da faculdade. O estudante envia o próprio material de aula — PDFs, slides e anotações — e a plataforma o transforma em questões, resumos e flashcards personalizados, sem depender de um currículo fixo.

Já o Medfye ENAMED atende quem está no internato e se prepara para a residência médica, reunindo um banco de questões comentadas e um cronograma de estudos que se ajusta ao desempenho de cada aluno, além de um caderno de erros que os transforma automaticamente em flashcards de revisão.

À frente da startup estão três fundadores que viveram, na prática, o problema que hoje tentam resolver. Luís Fernando Martins, CEO da empresa, é estudante de medicina pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e passou pelo curso de ciência da computação da USP.

FundadoresLuís Fernando Martins, Eduardo Lima e Larissa Barros

Eduardo Lima, responsável por produto e tecnologia, é médico formado pela UFPI e desenvolvedor da plataforma.

Larissa Barros, à frente de design e marketing, é estudante de medicina na UNINOVAFAPI e designer.

Desde o lançamento, centenas de estudantes de medicina de todo o Brasil já passaram pela Medfye.

Para a empresa, o Web Summit representa uma oportunidade de estar em um dos principais ambientes de inovação tecnológica do mundo. A expectativa é buscar, durante o evento, parcerias que ajudem a aprimorar as tecnologias já desenvolvidas pela startup e contatos que abram caminho para expandir o produto para fora do Brasil, começando por Portugal.

“A Medfye nasceu de uma dor que a gente sentia na pele: estudar medicina hoje é lidar com informação demais e direção de menos. Levar essa solução ao Web Summit é o primeiro passo para mostrar que um problema vivido no Piauí é o mesmo de estudantes em qualquer lugar do mundo”, afirmou Luís Fernando Martins, CEO da Medfye.

FONTE: GP1

Mais notícias