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Modelo de ‘câncer-em-chip’ pode ajudar a desenvolver tratamentos personalizados contra o câncer colorretal

Cientistas apresentaram tecnologia que incorpora organoides em sistemas microfluídicos, o que viabiliza vários tipos de testes pré-clínicos

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Organoides e órgão-em-chip

Organoides são produtos de engenharia de tecidos, criados a partir do cultivo de células humanas – saudáveis ou com doenças – e que podem reproduzir, em escala e complexidade reduzida, algumas das características dos tecidos reais.

O desenvolvimento de modelos que combinam células humanas, organoides e sistemas microfluídicos constitui uma das linhas de pesquisa que buscam aprimorar a capacidade dos ensaios pré-clínicos de reproduzir características específicas dos tecidos humanos.

Avanço: organoides em sistemas microfluídicos podem ajudar em vários tipos de pesquisa pré-clínica, como no desenvolvimento e testes de fármacos

 

Recentemente, cientistas da Universidade Politécnica de Madri e do Instituto de Pesquisa em Saúde do Hospital Clínico San Carlos, na Espanha, criaram um novo modelo in vitro para estudar a resposta de tecidos tumorais a diferentes tratamentos farmacológicos em um ambiente tridimensional e dinâmico ainda em laboratório.

O novo modelo, que tem foco no câncer colorretal, combina organoides obtidos a partir de biópsias de pacientes com a tecnologia microfluídica de órgão-em-chip. A nova tecnologia permite reproduzir como um tumor se comporta, permitindo testar novos tratamentos e observar a resposta das células cancerígenas, além de controlar dinamicamente o ambiente no qual o tecido se desenvolve.

No estudo, publicado na revista científica International Journal of Molecular Sciences, os cientistas isolaram e cultivaram organoides provenientes de biópsias tumorais e de tecido saudável próximo ao tumor de pacientes com câncer colorretal, que foram então incorporados a um dispositivo microfluídico. No dispositivo, os organoides puderam ser alimentados com um fluxo contínuo de nutrientes e submetidos a ensaios farmacológicos.

Com a tecnologia, os pesquisadores conseguem observar como o tecido responde a diferentes administrações de medicamentos e analisar as alterações que ocorrem em nível celular e morfológico.

Nova tecnologia teve sucesso em testes de laboratório

FONTE: SCIADVANCES

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