Cade dá aval para joint-venture espacial entre Airbus, Thales e Leonardo
A Superintendência-Geral (SG) do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu aval para a operação internacional que criará uma joint-venture para o segmento espacial entre as empresas europeias Airbus, Thales e Leonardo.
A aprovação sem restrições da operação saiu no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 14. O projeto do trio foi anunciado em outubro de 2025, como parte dos esforços da Europa para soberania e autonomia tecnológica. A previsão é que a nova empresa esteja operacional em 2027.
A Airbus contribuirá na joint-venture com as atividades relacionadas ao setor espacial da sua divisão Airbus Defence and Space. Já a Thales e a Leonardo contribuirão, principalmente, a partir da Space Alliance, uma aliança entre a dupla composta pelas empresas Thales Alenia Space (de satélites e infraestrutura espacial) e Telespazio (serviços).
Um dos objetivos será desenvolver projetos de alto risco e grande escala, como mega constelações de satélites e estações espaciais comerciais. A ideia é que a nova empresa atue de forma autônoma frente às controladoras, com recursos suficientes para definir e implementar sua própria estratégia comercial.
Na prática, o grupo estará posicionado para competir em escala global com os agentes tradicionais do setor espacial (como Boeing, Maxar, MDA, Lockheed Martin e Northrop Grumman) e com os novos participantes do setor espacial nos Estados Unidos (com destaque para a SpaceX).
Além do Brasil, a operação foi notificada para fins de controle de concentração na União Europeia, Austrália, China, Egito, Israel, Japão, Kuwait, Marrocos, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Suíça, Turquia e Emirados Árabes Unidos, além de passar por procedimentos de controle de investimentos estrangeiros diretos na Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália, Romênia, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.
No Brasil, a única sobreposição horizontal entre as operações que serão contribuídas à joint-venture diz respeito a serviços de observação da Terra (EO) baseados em satélites. De uma forma geral, a SG do Cade avaliou que a operação não possui capacidade de acarretar prejuízos ao ambiente concorrencial nacional.
Fonte: Teletime