Kingston vê Brasil como potencial Hub de Infraestrutura Digital da América Latina
Durante uma roundtable exclusiva, Paulo Vizaco, Country Manager Brasil; Christian Micuci, Gerente Comercial, e Iuri Santos, Gerente de Tecnologia, descreveram o Brasil como um potencial hub de infraestrutura digital para a América Latina, porém apontam questões tributárias e gargalos de conectividade que devem ser resolvidos para que o país possa explorar o máximo desse potencial.
O principal ponto a favor do Brasil, segundo os executivos, são a matriz energética, um posicionamento estratégico e geográfico, devido à estabilidade geológica, localização privilegiada para cabos submarinos e grande disponibilidade de terrenos; e uma crescente demanda por IA e edge computing.

Micuci destaca que a emergência do Brasil tem um impacto “altamente positivo” para a Kingston, que busca desmistificar para o mercado B2B a ideia de que SSDs são todos iguais e mostrando que possuem linhas específicas para as altas demandas de servidores e data centers. Também, o executivo enfatiza que a demanda por SSDs corporativos, que cresceu entre 30% e 55% nos últimos 3 anos, e o aumento de 42% nas vendas de produtos da linha enterprise são números que animam a companhia.

“Uma coisa que a gente trabalha muito é a questão do conhecimento e de explicar para o cliente como funciona. Muitas vezes o cliente até conhece a Kingston, até conhece os produtos, mas não sabe exatamente o que a gente tem. Se fala assim: ‘vou comprar um SSD’ e acha que um SSD é igual para tudo. A gente tem um SSD para servidor, a gente tem os produtos específicos. Um pouco diferente de outras marcas e um pouco diferente até do que o cliente conhece. Então a gente tem que fazer esse trabalho educativo que a gente já está acostumado a fazer até em outros segmentos”, explica.
Contudo, os executivos ressaltam que ainda há desafios para que o Brasil atinja o máximo do seu potencial. Santos enfatiza questões como a elevada tributação sobre equipamentos importados, especialmente, de infraestrutura crítica, a falta de incentivos fiscais, a baixa previsibilidade regulatória e gargalos críticos no acesso e conexão à rede elétrica.

“A gente está um pouco na frente de outros países, mas o Paraguai possui uma matriz energética muito barata, o Chile tem certa estabilidade regulatória e incentivos fiscais e o México é próximo aos Estados Unidos, por exemplo. O Brasil precisa de mais dessa estabilidade, porque data centers são investimentos caros que precisam dessa segurança. Ao resolver essas questões, o país tem uma demanda muito grande por tecnologia e outros fatores muito favoráveis para se tornar esse hub”, conclui.
Fonte: TI Inside