Pedra encontrada no México mostra povo maia recebendo “líquido divino”
Próximo a essa plataforma elevada, os pesquisadores encontraram uma estela (ou seja, uma laje) esculpida com 1,8 metro de altura por 1,5 metro de largura e 25 centímetros de espessura. Acontece que a estela não é apenas “mais uma rocha”. Na verdade, essa estrutura pode ser a representação de um ritual. Não à toa, na plataforma recém-descoberta, os cientistas identificaram representações artísticas de figuras humanas. “Elas seguram uma tigela e estão recebendo algo; acreditamos que seja um líquido”, contou Espinoza em entrevista à revista Smithsonian.
O governo mexicano anunciou a descoberta de um misterioso assentamento indígena com cerca de 1,4 mil anos na cidade de Vera Cruz. Encontrada na segunda quinzena de junho, o local foi considerado “único e sem precedentes”, nas palavras de Lino Espinoza, do INAH (Instituto Nacional de Antropologia e História do México). Isso porque o sítio está distante do principal território dos maias na Península de Yucatán – e, ainda assim, guardava uma série de artefatos que pertenceram à essa civilização antiga.
Entre as principais descobertas está uma estela (isso mesmo, leitor, sem a letra “r” no meio), nome que a arqueologia dá para enormes plataformas de rochas, especificamente para aquelas que eram utilizadas para cerimônias. Remanescentes de alimentos integrados aos ritos, como o milho carbonizado e vasos com contas de pedras verdes, também foram encontrados.
Com quase 30 metros de comprimento e 12 metros de largura, a plataforma é composta por lajes de pedras e calcário que, quando aquecidas, têm aparência semelhante ao gesso. Além disso, de acordo com um comunicado, a plataforma é decorada com linhas e formas quadradas, além de duas pedras circulares. Veja a seguir um vídeo que resume a descoberta:
Líquido dos céus (ou do chão)?
Para os especialistas, o líquido representado era uma espécie de “água divina”, ou melhor, uma homenagem a um intenso período de secas.
Apesar das pistas, a equipe de escavadores não conseguiu identificar que grupo de pessoas habitavam a região. Mesmo em sítios arqueológicos mais próximos, como o localizado em Coatepec – à leste do México –, não há evidências de que os maias tenham vivido na região.
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Fonte: Galileu