A declaração foi feita na última quarta-feira, 21, durante o Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos (Suíça).

“Se você não tem tecnologia, se não tem capacidade e se não tem conhecimento profundo, isso é um grande problema”, disse Murtra, durante participação em um painel que tratava do tema. “Se queremos ter autonomia e se estamos entrando em uma era de áreas de influência, a Europa precisa começar a construir cibersegurança“, argumentou.

O executivo afirmou ainda que a segurança digital representa um “desafio integral” para o setor de telecom, que envolve a proteção de grandes bases de usuários.

“O que nós, operadoras de telecomunicações, fazemos é integrar produtos de terceiros e gerenciar a segurança de nossos clientes”, destacou, ao mencionar que a Telefónica atende cerca de 350 milhões de assinantes.

IA

Murtra também reconheceu que a inteligência artificial (IA) pode ampliar as capacidades de ataque. Especialistas, inclusive, já alertam para o risco de que a IA possa gerar um processo de “industrialização” de cibercrimes ainda em 2026.

Mas ainda que essas ferramentas possam beneficiar criminosos, o executivo avalia que a inteligência artificial também oferece mais recursos e opções para os responsáveis pelo planejamento de uma defesa preventiva dentro das organizações. “Cada vulnerabilidade torna o sistema mais forte”, afirmou.

Apesar de ter dito que previsões na área de segurança são arriscadas, Murtra demonstrou otimismo em relação ao médio prazo no campo da cibersegurança. “Se olharmos para daqui a cinco ou dez anos, eu diria que as coisas estarão mais seguras”, disse.