38% dos profissionais no Brasil utilizam ferramentas de IA sem autorização da empresa, aponta Thomson Reuters
38% dos profissionais no Brasil utilizam ferramentas de IA sem autorização da empresa, é o que afirma o estudo da Thomson Reuters. O relatório Future of Professionals 2026 aponta que 39,1% dos profissionais afirmam não ter acesso a nenhum serviço de IA disponibilizado pela companhia onde trabalham, fator que auxilia o crescimento de Shadow AI.
De acordo com o levantamento, 66% dos funcionários brasileiros afirmam que o uso de IA pela empresa pesa na decisão de aceitar ou recusar uma vaga e um em cada quatro recusaria uma oferta de emprego em companhia que não usa IA profissionalmente. Entre os que percebem distância entre o que a IA poderia entregar e o que a empresa de fato entrega, 18,2% consideram sair em até 12 meses, número que sobe para 34,1% para 24 meses.
O levantamento também traz um recorte para o cliente. No Brasil, 78% consideram essencial que seus fornecedores usem IA para melhorar as entregas, mas apenas 6% veem isso acontecer, enquanto 32% pretendem reavaliar fornecedores nos próximos 12 meses.
Para Bruno Pinheiro, diretor executivo da Groovia, os três sinais medidos pelo estudo têm a mesma origem. “Esses números descrevem uma empresa obrigada a ter IA antes de decidir para que ela serve. Quando o conselho cobra resultado e não existe plano, cada profissional recorre à ferramenta que tem em casa e a governança fica para depois. O que falta a essas companhias é o método para operar a IA que já foram obrigadas a adotar”, afirma.
O executivo acredita que a saída começa pela alta liderança e que ganhar escala começa antes da aplicação da ferramenta. “A alta liderança precisa mudar a forma de decidir, revisar a estratégia da companhia, definir uma governança mínima e, só então, reorganizar a operação em torno disso. É o que chamamos de AI First, Human Always: a inteligência artificial entra logo no desenho do trabalho, e a decisão final continua com as pessoas”, conclui.
Fonte: TI Inside